Nova vida

Testemunho - Nova vida

Oi, meus amorexx ❤ Tudo bem com vocês?

Finalmente cheguei com a segunda parte do meu testemunho 🙌🏻 Depois de ter contado para vocês o dilema que sofri para só então passar a ser relamente grata pelo sacrifício de Jesus (o que eu contei no outro post foi apenas a ponta do iceberg de tudo que passei, mas não quis detalhar tudo porque quem vive de passado é museu, não é mesmo? 😂). Enfim, estou aqui hoje para “terminar” essa história. Sim, aspas porque ao longo da vida nós sempre temos aprendizados e quero dividir tudo com a minha família em Cristo através da série Testemunhos, para edificar a fé de cada um que passar por aqui 💕

 

Leia também: Meu recomeço | Testemunho – Parte #1

 

No último Papo Sério eu contei que desde a infância não conhecia a Deus verdadeiramente, só conhecia o Deus cultural, apenas por ouvir falar. E essa falta de conhecimento me fez fazer tudo que desagrada a Ele, até mesmo negar que cria Nele. Não gostava de quando alguém reconhecia que eu ia na igreja, fui influenciada por amizades que só me levaram a decadência, achava normal todo tipo de imoralidade e dizia que isso era coisa da modernidade, entre outras coisas. Por isso, acabei fazendo escolhas ruins e me afastando dos caminhos que o Senhor tinha preparado para mim (mesmo assim, sei que tudo cooperou para que os planos do Senhor não fossem frustrados. E sabe aquela expressão que diz que as coisas de Deus a gente só entende no futuro? É verdade! Hoje eu posso afirmar que até as minhas escolhas erradas se converteram em novos planos para que eu tivesse um encontro verdadeiro com Deus ❤). Nos momentos difíceis, eu até chegava perto Dele e me rendia, mas logo depois, quando a tempestade se acalmava, eu nem sabia o que era intimidade com o Pai. Sofri demais, no entanto, me coloquei no papel de filha e dei um basta. Mas como eu havia dito, a história não acabou…

No final de 2016, eu estava com 18 anos e tinha acabado de terminar um namoro que durou um pouco mais de três anos. Alguns meses antes eu decidi entregar de vez a minha vida a Jesus, sem mais joguinhos, sem mais vai e vem. E Deus foi fazendo uma transformação, uma reviravolta – que começou até antes de tudo isso acontecer, quando eu nem imaginava que aceitaria Jesus como meu Salvador (aliás, uma vez até aceitei, mas por livre e espontânea pressão, rs. Mas como gosto de tudo certinho, essa decisão teria que vir do coração. E veio 😍). Comecei 2017 com o pé direito, tão leve que era capaz de flutuar (e não é por eu ser magra, okay? 😂). Aliás, a foto desse post foi dessa época, uma prova de que a fotografia realmente eterniza momentos únicos. Nunca havia sentido tanta leveza, felicidade e paz antes. Voltei a fazer coisas que há muito tempo não fazia, inclusive escrever aqui para o blog. As consequências da minha escolha já tinham passado, agora o desafio era continuar firme e não desistir de seguir a vida com Deus sempre na frente. É engraçado como nós, cristãos, sempre temos que enfrentar uma luta, né? E dessa vez, a minha luta era  – e ainda é – contra a religiosidade. Ela mesmo, que afasta a muitos ao invés de aproximar. (No início da adolescência, eu pensava: “Já que para ir para o céu eu preciso cumprir todas essas regras, agora eu vou viver e só quando eu tiver velha, aí eu abandono tudo”. Esse tipo de pensamento é extremamente grave! Ninguém sabe a hora que vai partir, e se eu não chegasse a essa idade? Certamente não teria a eternidade com Deus garantida 😓) Tenho convicção de que se não tivesse sido por isso, eu já teria passado pelas águas, ou seja, me batizado, como sinal de uma vida dedicada a Deus. Mas cada dia é uma batalha vencida, não é mesmo? Só se torna chato quando isso acontece com nossos irmão em Cristo. Ao invés de nos amarmos como mandou Jesus (João 13.34-35), alguns se intitulam santos enquanto guerreiam contra outros cristão. É um querendo ser melhor que o outro, querendo ter mais razão que o outro… Sério, meu cérebro chega a dar uma pane. Por isso, é tão importante analisarmos as escrituras (Salmo 1.2) – com o auxílio do Espírito Santo, claro – e conseguir discernir o que tal texto quer dizer. Mas isso não acontece com todos.

Algumas pessoas criam regras a partir do seu entendimento sobre um versículo isolado, sem entender o contexto histórico e textual. Temos que tomar cuidado com esse tipo de religiosidade, como instruiu Paulo (Colossenses 2.20-23). E eu sou bastante inconformada até hoje com esse tipo de atitude, ainda mais naquela época que, mesmo passando a ter uma vida de oração, ainda era um bebê nessa questão espiritual. Queria entender o motivo daquelas regras e ter a minha opinião própria. E a melhor forma de fazer isso é ler a Palavra que Deus deixou através dos seus servos. Foi essa curiosidade que me fez ler a Bíblia em um ano (uma das minhas metas de 2017). Ainda em 2016, tinha comprado uma Bíblia de Estudos e não poderia ser uma escolha melhor. Através dos comentários de alguns versículos, ainda tem outras explicações que foram cruciais para que eu entendesse o contexto histórico do texto. Além disso, ela ainda é traduzida na Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH), ou seja, uma linguagem bem mais fácil de entender sem tirar seu sentido da mensagem. Isso só me estimulou ainda mais, estava muito animada. Recomendo demais essa tradução para quem está começando e não consegue entender muito a versão com textos mais robustos. Mas não aconselho ficar apenas nos comentários de alguma Bíblia de Estudos, pois essas opiniões também provém de homens. A solução é realmente pedir auxílio ao Espírito Santo para entender os textos e também pesquisar por ensinos sobre o capítulo que está lendo. A internet está aí para  isso, meu povo, rs.

Enfim, terminei de ler toda a Bíblia em novembro, em menos de um ano, e não achei NADA que justificasse as regras impostas na igreja que eu frequentava. É por causa da má interpretação da Palavra que muitas vezes deixamos de apresentar alguém a Deus – e talvez essa pessoa nunca O conheça. Jesus nos chamou para liberdade, não podemos nos deixar ser escravizados novamente por razões humanas.

Portanto, assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, enraizados e edificados nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão. Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo.”

 

Colossenses 2.6‭-‬8

Concordo que não é porque na cruz conquistamos a liberdade sobre o pecado, que devemos continuar o praticando. Tudo nos é permitido, mas nem tudo convém (1 Coríntios 6.12). Portanto, estudem as escrituras e peçam que o Espírito Santo de Deus os dê sabedoria, para que ninguém os escravize em regras que não existem.

Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão. (…) Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; ao contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor.”

 

Gálatas 5.1‭, ‬13

Agora minha próxima missão é encontrar uma igreja que não fira nenhum princípio bíblico, para assim eu começar a congregar e me batizar – estou bem ansiosa para isso, rs. Apesar de curtinha, achei super necessário essa segunda parte, pois não precisamos concordar com tudo que o líder de alguma igreja diz, temos que procurar estudar o texto inteiro – e não um versículo isolado -, além disso, ainda pesquisar sobre o contexto histórico em que aquele texto foi escrito. Tudo isso deve ser levado em consideração. Eu vejo muita gente sendo levada por ventos de doutrinas por confiarem cegamente no que o líder de tal igreja diz, e Jesus também alertou sobre isso (Efésios 4.14-15). E você não precisa se rebelar contra essa pessoa, apenas ore para que ela compreenda que está indo por um caminho diferente do que Deus estipulou. Então, estudar a Palavra, a Bíblia, faz toda a diferença na sua vida espiritual, pois mais vale agradar a Deus do que os homens (Gálatas 1.10). E só descobrimos a vontade de Deus quando examinamos as escrituras sagradas.

Não podemos nos esquecer que a partir do momento que abrimos nosso coração para Deus, ele transforma de dentro para fora. Muda formas de pensar, modos de agir, maneira de falar, muda como lidamos com as nossas emoções. Tudo Ele transforma. O que não tiver O agradando, Ele muda. A única coisa que devemos nos preocupar é em nos parecermos com Cristo cada dia mais, para que sejamos luz na vida de quem só conseguem enxergar a escuridão (Mateus 5.14-16). E esse processo de mudança é Ele quem faz, portanto, não precisa ter medo por não estar agradando a Deus, pois quando fazemos algo que O desagrada, o Espírito Santo nos incomoda de forma que não conseguimos mais fazer aquilo. Tomamos consciência de que tal coisa é errada e não fazemos mais. Lembrem-se que os que impunham regras foram os mesmos que crucificaram Jesus, porque esses não queriam fazer a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Romanos 12.2), e sim, agradar a si mesmos.

Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos. Perto está o Senhor. Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.”

 

Filipenses 4.5‭-‬8

Espero que o meu testemunho e esses conselhos tenham edificado a vida de vocês 💗 Não deixem de me fazer outras visitas, pois sempre tem conteúdo legal rolando por aqui. Se inscrevam na newsletter para serem notificados por e-mail toda vez que eu liberar um post novo. Então é isso, meus amores. Um beijo e que a paz do Rei Jesus permaneça em cada um de nós 🙏🏻

 

Com amor,
Liz ❤

 

 

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6 comentários sobre “Nova vida

  1. Pingback: Futuro (in)certo | Sonhos Após Dezoito

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