Meu recomeço

Testemunho - Meu recomeco

Oi, meus amorexx ❤ Tudo bem?

Hoje eu estou aqui para um Papo Sério um pouco diferente. Estou iniciando uma série, chamada Testemunhos, onde vou contar mais sobre vários pontos da minha vida que mudaram depois que eu deixei Deus fazer morada em mim. Serão algumas experiências que tive com Ele queestarei contando para edificar a vida de vocês (quem quiser que seu testemunho também sirva de exemplo para outras pessoas, pode entrar em contato comigo. Você vai fazer com que mais pessoas se identifiquem e que possam dar uma chance para Jesus. E se quiser preservar sua identidade não tem problema, ta bom?). Fora essa série de posts, esse quadro também vai estar repaginado, então espere formatos diferentes que vão te ajudar na caminhada da fé.

 

Leia também: O poder de acreditar que coisas boas vão acontecer

 

Não tem história que se comece pela metade, não é mesmo? E com essa não vai ser diferente, vou ter que falar desde o início para vocês verem que minha vida era parecida com a de muitos de vocês. Pega a pipoca que lá vem história, rs.

Como já disse, não aconteceu nada mirabolante na minha vida, tudo foi muito comum. E como acontece com grande parte dos brasileiros, quem não é ateu e não congrega em nenhuma igreja se torna um católico não praticante, já perceberam? rs. Pois bem, meus pais eram “católicos”, mas nunca iam a nenhuma missa nem nada do tipo. Mas, por intermédio da minha vó – que era bem devota -, minha mãe me batizou quando bebê na igreja católica. O que, sinceramente, não fez diferença nenhuma na minha vida, porque o único Deus que eu conhecia era apenas de ouvir falar, um Deus distante, sabe? E assim foi durante boa parte da minha infância. (Acredito que essa é a grande questão entre os crentes: não conhecer o Pai amoroso que Deus é, não ter intimidade com Ele e não reconhecer que Ele está bem perto, a todo momento, basta decidir O conhecer melhor e agradá-Lo em todas as nossas ações.) Enfim, aconteceram algumas reviravoltas e minha mãe passou a visitar uma igreja evangélica e sempre me carregava junto, rs. Quando eu estava nessa igreja, eu gostava muito de aprender sobre a história de Jesus, porém, quando eu voltava pra casa as pessoas – boa parte dos meus parentes em especial – começaram a mexer comigo me chamando de crente (por causa desse preconceito eu tinha muita raiva de ser chamada assim) e acabava fechando a cara e negando ser crente.

Abrindo um parênteses aqui, até hoje eu tenho um pouco de preconceito com essa palavra. Não interessa de qual religião tu seja, se tu crê que Jesus é o Filho de Deus e morreu na cruz para nos trazer a salvação, tu também é crente. Não vejo qual o problema das pessoas em serem crentes, sérião! Mas hoje em dia, como minha cabeça mudou (🙌🏻), eu penso: “Ainda tem um problema nessa palavrinha”. Alguns devem estar se perguntando: “O que será?”, rs. Porque crente até o diabo é, ele crê que Jesus é o Filho de Deus e que morreu na cruz para nos livrar do pecado que leva à morte. A diferença está em querer ser cristão, negar seus desejos e suas vontades diariamente e dar o devido valor àquele sacrifício feito por todos nós (Marcos 8.34-38).

Voltando de onde eu parei, assim se passou a minha infância e entrou a minha adolescência – quando eu me mudei para onde moro agora. E se você está pensando que alguma coisa mudou por causa disso, está muito enganado 😓 A única coisa que mudou foram as pessoas que me chamavam de crente. O fato de eu odiar isso também não mudou. Pois é, eu passei toda a minha infância e toda a minha adolescência negando crer naquele que morreu por mim. Dá para acreditar nisso? 😥 Só porque eu queria agradar aos homens e me mostrar igual a eles, eu deixei de agradar a Deus (Gálatas 1.10).

Já nessa época, adolescente, descobrindo a vida, a mercê de todo tipo de cilada do inimigo, eu me envolvi com pessoas que eram um péssimo exemplo, comecei a ter uma linguagem depravada, só queria saber de rolos, sem compromisso. E daí pra baixo, já podem imaginar, né? (Nos próximos posts eu vou falar mais detalhadamente e aconselhar para que vocês não cometam os erros que eu cometi) E detalhe, eu ainda estava indo à igreja com minha mãe, ta? Mas por não reconhecer que Deus me chamou para ser FILHA (João 1.12-13), eu não estava nem aí. Achava os cultos super chatos e não prestava muita atenção, até dormia – quem nunca? rs. Mas hoje eu percebo que simplesmente tudo cooperou para que eu tivesse um encontro com Jesus alguns anos depois (Romanos 8.28) – claro que se eu tivesse facilitado não teria sofrido tanto.

Chegou um momento da minha vida que eu já estava me cansando daquilo tudo, amigos que me decepcionaram, esses rolos que não me preenchiam… E o que a gente faz quando tudo vai mal? Corre para os braços de Jesus, não é mesmo? Foi isso que eu fiz.

Sabe de uma coisa, o problema não está em buscar a Deus nos momentos de dificuldade, o grande problema está em buscar Ele APENAS nesses momentos. Isso sim é ser crente ao invés de cristão, e isso não é a mesma coisa que ter um relacionamento com Deus.

E sempre que as coisas apertavam eu ia orar, lia a Bíblia e ficava firme. Quando as coisas melhoraram, eu nem me lembrava quem era Deus, muito menos Jesus. Como as “amizades” se distanciaram, aquele vazio aumentou e a carência também. Aí eu fui e pedi a Deus um namorado, nessa época eu tinha 15 anos (só de lembrar já começo a rir de tanta imaturidade que tinha na época 😂). Com a experiência que tenho hoje, sei que meu Pai não iria me arranjar um namorado, porque eu não estava preparada – coisa que ainda não estou totalmente, mas já evolui pelo menos, rs. Como tudo que a gente pede a Deus, se for da vontade Dele, Ele concede (1 João 5.14-15). Mas o tempo de espera é de preparação e muitas vezes a gente quer apressar as coisas, queremos tudo no nosso tempo e não é assim. Sabemos que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável (Romanos 12.2), mas se queremos provar disso precisamos ser dependentes Dele. E não é metendo os pés pelas mãos, fazendo do nosso jeito que estaremos dentro dessa dependência.

Outra coisa que poucas pessoas sabem é que quando a gente tem um desejo no coração e pede isso a Deus, o inimigo vai pelejar para nos confundir. Portanto, vigie! Coisa que não fiz – e nem sabia, porque ainda não tinha um alicerce na Palavra – e recebi uma proposta de um rapaz e logo pensei: “Nossa, Papai do Céu foi rápido. Logo me deu o que pedi. Obrigada, Deus!“. Ah, inocente 🤭 Imagino o quanto o adversário riu da minha cara enquanto eu estava sendo enganada por ele. É assim que “o encardido” age, nos dá o que queremos na hora que queremos, mesmo que aquilo não seja o melhor para nós. O inimigo sempre vem com propostas que agradam aos nossos olhos, que atendem aos nossos desejo. Por isso, eu repito: CUIDADO! Pois quando eu pensei que minha vida ia decolar, ela estava afundando ainda mais. Mas como no começo tudo são flores…

No começo do namoro era tudo novidade. Primeiro namorado, estava conhecendo mais ele. As amizades da perdição já tinham meio que se afastado, parecia tudo bem. E para provar que Deus estava cuidando de tudo, mesmo eu tendo escolhido o lado oposto pensando que era a Sua vontade, Ele usou esse rapaz para me influenciar a não falar mais palavras torpes e a enxergar diversas outras coisas. Desde sempre eu vejo a mão Dele me guardando, querendo me mostrar Seu cuidado e Seu amor. No entanto, quando escolhemos seguir nosso próprio caminho, precisamos aguentar as consequências para podermos amadurecer. E foi aí que a cortina do palco caiu e as todas as aparências (as minhas ilusões) foram postas à prova, tudo começou a desmoronar “de novo”. Tempos de paz, tempos de angústia. Me vi, novamente, sem aguentar essa montanha russa de sentimentos.

A história se repetia. Quando estava tudo bem, não procurava me relacionar com Deus. Já quando estava tudo mal, não conseguia nem clamar, só caiam lágrimas. E esse vai e vem de emoções perdurou um pouco mais de três anos. Foi aí que começaram os questionamentos sobre sofrimento. Por que Deus está permitindo esse martírio? Por que eu estou sofrendo tanto se eu aceitei aquilo que Ele concedeu através da minha petição? Será que Deus se esqueceu de mim? Detalhe: eu não O procurava, apenas em momentos de desespero. Como eu queria ter sempre Ele por perto se não O buscava? Esse é o erro da maioria dos crentes. E eu ainda não gostava de ser chamada como tal, vê se pode? rs.

Infelizmente, por causa de uma decisão mal tomada, tive que passar por isso para me aproximar de Deus através da dor. Eu poderia ter esperado, talvez por anos, mas eu aprenderia pelo caminho mais fácil, eu estaria sendo preparada para aquilo que eu pedi. Eu preferi ser independente e acabei errando.

Mas se pensa que acabou? Ainda não, rs. Quando ainda estava namorando, fiquei firme no Senhor e queria que ele também passasse a entregar sua vida – verdadeiramente – a Deus, queria que tivesse um encontro real com Ele. Nesse tempo, eu passei a ter algumas amizades que me aproximavam de Deus, uma delas é minha best, inclusive. (Não preciso nem citar, já sabe, né? ❤). Ou seja, foi um momento de recomeço, mas isso não quis dizer que eu não teria que aguentar as consequências dos meus atos. Continuei sofrendo, mas dessa vez já tinha aberto meu coração e deixado Deus entrar e fazer morada. Aos poucos eu fui deixando de gostar desse rapaz, porque a relação estava muito desgastada e mesmo tentando conversar, nada melhorava. Nessa área as coisas só pioravam. E chegou a vez de outro dilema: “Eu tenho que aguentar o sofrimento, porque eu não posso me desfazer do que Deus me deu” (nessa época eu ainda não tinha caído na real de que aquilo foi uma cilada, não por parte dele, mas foi uma bandeja que o inimigo me entregou e eu aceitei). E ficava enchendo os ouvidos da minha amiga e da minha mãe com esse questionamento. Até que, mesmo achando que estava indo contra a vontade do Pai, eu fui na contramão da minha “razão” e pensei: “Mas Deus não quer que ninguém sofra. Então não posso continuar nessa situação!” (acredito que essa foi a primeira vez que ouvi a voz de Deus, mas no momento eu ainda não tinha esse entendimento). Decidi terminar aquele relacionamento e só depois de muito tempo o Espírito Santo me fez perceber que aquilo realmente não tinha sido de Deus, porque Ele não quer que seus filhos sofram (Tiago 1.13-15).

Existe um grande questionamento no mundo que procura entender o por quê Deus permite o sofrimento, mas a realidade é que quem nos faz sofrer somos nós mesmos. Quando dizemos que somos cristãos, mas não esperamos nas Suas promessas; quando pedimos algo a Ele e não permitimos que Ele nos molde para poder alcançarmos o que almejamos; quando aceitamos a primeira oferta do inimigo por parecer ser a melhor escolha; quando queremos ser dependentes Dele, mas agimos de forma independente. Eu não escolhi esperar e me arrependo demais, mas você não precisa passar por isso. É para que outras pessoas não passem pelo mesmo que estou contando o meu testemunho.

Foi a partir dessas situações que aprendi a tirar proveito da dor, aprendi a perdoar, aprendi a ser mais grata por tudo e, principalmente, pelo sacrifício de Jesus e tantos outros aprendizados que tenho até hoje. Porque a vida é isso, vivendo e aprendendo. Mas ainda não para por aí, só que eu vou deixar para contar o restante no próximo post senão o texto vai ficar muito mais longo.

Espero – do fundo do meu coração – que essa mensagem tenha edificado a fé de uma pessoa que seja. Que meus aprendizados se tornem conselhos para que quem tiver lido até aqui não caia nas mesmas ciladas e aproveitem para gastarem o tempo de vocês em coisas mais importantes, ou seja, colocando em primeiro lugar o Reino de Deus, pois é para lá que nós vamos 🙌🏻 Se alguém se identificou, deixe um comentário – ou me mande um inbox por e-mail ou pelas redes sociais se for muito tímido(a) ou não quiser se expor. Aguardem, pois logo eu irei publicar a segunda parte, ta bom? Um beijo e fiquem na paz do Rei Jesus 🙏🏻

 

Com amor,
Liz ❤

 

 

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3 comentários sobre “Meu recomeço

  1. Pingback: Nova vida | Sonhos Após Dezoito

    • Fico feliz que você tenha gostado, amore! Então, na vida tudo acontece de forma subjetiva. Tem coisas na minha vida que também estou esperando há um bom tempo (pense numa pessoa ansiosa, depois multiplique por 10, HAHA), mas me mantenho confiante e esperançosa. Nem tudo acontece como a gente quer ou na hora que quer, então é ter paciência mesmo e confiar muito em Deus, pois Ele sabe o que é melhor para cada um de nós 😊

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