Idas e vindas

maos

Mais um dia. Os primeiros raios de sol já atravessavam a janela, invadindo o quarto e mostrando que já era hora de levantar. Seria um dia comum, como os outros: se arrumar, ir para o trabalho e, no final do dia, ir à faculdade. Aquela rotina já era automática. Ela não poderia fazer mais nada, pois a tristeza que estava em seu coração não a permitia pensar. Depois que daquele homem entrou em sua vida, ela só se vê pensando nele. Imaginando uma vida inteira ao seu lado. Nem saberiaque essa não era a intenção dele, não estava acostumado a se apegar. Só queria alguém que estivesse sempre lá para quando quisesse a ter. Não economizou na arte da conquista e sedução, para ele era como mais um troféu. Pobre menina.
Conhecera ele em um bar, através de amigos em comum da faculdade. Ela frágil, vulnerável a qualquer olhar masculino, se derreteu quando percebeu que ele demostrara interesse. Foi deixando que as coisas acontecessem, quase que sem pensar. Ela só queria alguém para tirá-la da solidão. E como ele já conhecia bem os truques de sedução, não lhe foi difícil. Ficaram naquela noite.
No dia seguinte, assim como todo sedutor, lhe mandou uma mensagem de bom dia e a convidou para sair mais tarde. E ele a fez companhia na caminhada do trabalho até a faculdade, com altos papos sobre suas vidas e afins. Chegando ao destino, se despediram, quando já estava no horário da aula. Ela estava mesmo encantada. Não conseguia mais parar de pensar nele, seu cheiro, seu toque, seu beijo. Tudo a deixava anestesiada. Saíram mais algumas vezes. E cada dia mais a paixão ardia mais em seu peito, um súbito desejo de tê-lo para sempre. Porém, eles começaram a se ver com menos freqüência. Ele dissera que trabalho estava o consumindo muito. E ela compreendera, até o ponto em que eles não se encontravam mais.
A vida voltou a ser a mesma, com a sua rotina monótona. Quando um dia descobriu que ele estava saindo com outra mulher. Ficou em estado de choque, não queria acreditar que fosse a mesma pessoa a quem ela teria se apaixonado. Nos dias seguintes ela tentava se recuperar do baque e se acostumar com a idéia de que o homem não era mais seu. Sentia melancolia a tudo que via. Simplesmente tudo lembrava ele.
Após algumas semanas, ele resolve retornar, como se nada houvesse acontecido. E quando ela o vê novamente, com aquelas flores como pedido de desculpas, leva outro choque. Achava que não o veria mais, que era caso passado, que ele teria enjoado dela. Mesmo furiosa com o fato dele não ter ao menos dito “adeus”, resolveu perdoá-lo. Afinal, eles não tinham nenhum tipo de compromisso e talvez nunca tivessem. Ela não teria coragem de deixá-lo porque não conseguiria viver longe daquele sorriso que a estremecia mesmo a alguns metros de distância, da sua voz quando a dizia que estava linda, da sua presença preenchendo o seu vazio. Nem ligava para o fato de que ele poderia ir embora mais uma vez, até porque ele era livre. Só queria curtir ao máximo aqueles momentos juntos. E quando menos percebera, aqueles momentos sumiam novamente. Sabia como seria o final: ele se envolveria com outra enquanto ela sofria e depois retornaria. Não podia culpá-lo, no final das contas era ela quem não queria dar um basta naquilo. Não conseguia se imaginar sem ele, mesmo que não seja o futuro que sonhava para ela. E quando ela menos esperasse, o teria de novo. Bastava apenas esperar… e, quem sabe, um dia tê-lo para sempre.

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